DÉCIMO QUINTO DIA - Parte V - FLORENÇA V
Vislumbrei a Ponte Vecchio debruçada na murada sobre o Rio Arno. Que precioso momento. Fomos até a Ponte para apreciar as paisagens e a visão que se conseguia ter de parte de Florença.







Primeira e única ponte construída durante a época romana, em meados do primeiro século AC, a Ponte Vecchio é um dos símbolos de Florença, a única poupada pelos alemães durante o bombardeio na retirada em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial.
Com uma bela história, a primeira ponte foi construída no local onde ficava a balsa utilizada para atravessar o rio Arno.
No segundo século, com a abertura da Via Cassia, a ponte foi reconstruída um pouco de mais a jusante, onde está agora. Até 1218 esta ponte era a única ligação entre as duas margens do Arno.
Danificada diversas vezes por enchentes, incluindo a de 1117, após a qual foi reconstruída, em 1170, em pedra e cinco arcos longos e largos, onde foram instaladas lojas de madeira em cada um dos lados. Assim construída, a ponte tinha grandes problemas durante as cheias do rio, e não pode resistir uma das mais terríveis e trágicas enchentes, como aquela de 04 de novembro de 1333, que destruiu completamente a ponte.
Após a construção de aterros, a ponte foi reconstruída em 1345 por Taddeo Gaddi e Fioravanti, com uma estrutura de três arcos rebaixados, e de largura para permitir a construção acima dela duas arcadas.
A reconstrução, feita entre 1333 e 1345, foi possível graças à renda do aluguel das 43 lojas, originalmente construídas em madeira, e desta vez reconstruído em tijolo e dispostas simetricamente em ambos os lados da ponte e com uma pracinha no meio. A partir de um censo que Cosme I fez no meio do século XVI, constata-se que naquela época as lojas da Ponte Vecchio eram ocupadas por 3 açougues, 3 lojas de guloseimas, 5 sapatarias, 2 carpintarias, 2 lojas de forragem (comida para cavalo e outros animais), 1 loja de utensílios domésticos , 1 armarinho, 1 revendedor de produtos de segunda-mão e uma dezena de vendedores de outros diversos segmentos.
Isso até o grão-duque Fernando I ordenar que os lojistas da Ponte Vecchio fossem expulsos e que ali tornasse lugar obrigatório de ourives, joalheiros, casas de penhores, visto que a ponte havia se tornado "um lugar muito frequentado por cavalheiros e estrangeiros".
A ponte era muito diferente da que se vê hoje. Tinha a forma e as características da cidade medieval, perfeitamente harmoniosa, construída com blocos de pedra dura. As lojas, todas do mesmo tamanho, não tinham janela do lado de fora, apenas uma vista da pequena praça localizada no meio da ponte.
As lojas eram doze para o lado do Via Por S. Maria e 11 do lado do Oltrarno, dada a presença da casa dos Mannelli que reduziu o espaço para isto. Ao todo, havia entre 43 e 46 ateliês.
Na praça que fica no meio da ponte ainda é possível ver vestígios de um muro que contornava o lado de fora os quatro imóveis que abrigavam lojas. A aparência dada pelas superfícies de blocos de pedra dura era muito semelhante aos observados hoje na fachada do Palazzo Vecchio.
A Ponte Vecchio foi feita em uma tipologia que se tornou popular a partir do Renascimento, aquela com pontos de arcos rebaixados, jamais vistos anteriormente, com pilares finos e bem posicionados. Esse tipo de construção possibilita aumentar a distância entre as colunas sem encurvar excessivamente o plano da estrada.
O aspecto da ponte mudou significantemente com a construção do CORREDOR VASARIANO, ou CORREDOR DE VASARI, em 1565.
Passou a ter o aspecto atual por volta de 1700, quando as lojas começaram a embelezar-se com vitrines, espelhos e enfeites.


No Centro Histórico de Firenze, mais precisamente no Mercado Nuovo (um comércio de tecidos, hoje é um grande mercado de produtos de artesanato Fiorentino), encontramos "La Fontana del Porcellino", uma cópia de bronze da obra de Pietro Tacca feita em mármore realizada em 1612 que hoje se encontra na Galleria degli Uffizi de Firenze. Embora a escultura seja chamada de Porcellino (porquinho em português), na verdade ela representa um cinghiale, que é uma espécie de porco do mato muito comum na Toscana. A Fontana originariamente era situada em frente à farmácia (conhecida como Farmarcia Del Cinghiale) inaugurada em 1701.
La Fontana Del Porcellino hoje foi transformada numa das etapas obrigatórias dos turistas que visitam Firenze. Existe uma lenda que diz que devemos colocar uma moeda na boca do Porcellino e que devemos fazê-la escorregar ate a grade que se encontra abaixo, próximo dos pés. Diz a tradição, que se a moeda cair na grade, o futuro lhe reservara grande fortuna e sorte. Por esse motivo, todos os dias, o Porcellino é rodeado de gente querendo tocá-lo.
La Fontana Del Porcellino hoje foi transformada numa das etapas obrigatórias dos turistas que visitam Firenze. Existe uma lenda que diz que devemos colocar uma moeda na boca do Porcellino e que devemos fazê-la escorregar ate a grade que se encontra abaixo, próximo dos pés. Diz a tradição, que se a moeda cair na grade, o futuro lhe reservara grande fortuna e sorte. Por esse motivo, todos os dias, o Porcellino é rodeado de gente querendo tocá-lo.
A Fontana se encontra dentro do Centro Histórico, entre a Piazza della Signoria, a Ponte Vecchio e a Piazza della Repubblica.

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