SEXTO DIA - Parte IV - CAMINHADA II - PARIS (VI)
A partir dali caminhamos em direção a Torre de Saint-Jacques, que foi um ponto de partida para os peregrinos do Caminho de Santiago de Compostela. Antes de ser uma simples torre, este monumento foi o campanário da Igreja San Jacques La Boucherie, construída entre 1508 e 1522. Destruído em parte pela Revolução Francesa, o prédio da igreja foi vendido como bem nacional e completamente demolido pelo seu novo proprietário. Somente a torre foi conservada. Em 1836, a cidade de Paris comprou este campanário, que passou a chamar-se de Torre de Saint-Jacques. A torre é uma testemunha do estilo gótico parisiense.
Lindo jardim a rodeia fotos a registraram.
Demos continuidade a nossa caminhada pelas ruas de Paris. Passamos na frente da Eglise de L’Oratorie do Louvre, monumento histórico construído no reinado de Luis XIII em 1621.
Seguimos até o Louvre e descemos as escadas rolantes que nos levaram ao Carroussel (Centro Comercial Subterrâneo) do Museu. A Pirâmide Invertida se apresentou aos meus olhos, deslumbrante. Ela tem a função de uma claraboia. Possui ao todo 84 losangos e 28 triângulos. Quem assistiu ao filme “O Código Da Vinci” deve se lembrar da cena final em que o personagem Robert Langdon aparece de pé sobre a base da pirâmide invertida. Na verdade, a base dessa pirâmide não é acessível às pessoas, já que ela é muito bem cercada por arbustos no centro da Place du Carroussel – uma rotatória inacessível aos pedestres.
Ainda ali, pudemos ver as paredes conservadas do antigo Louvre. Um belo trabalho de escavações. E a exposição de maquetes que mostram a evolução do castelo que começou a ser construído em 1200 dá a ideia do que foi o Palácio em tempos anteriores.
Subimos para ver a fachada frontal do Museu Louvre e as Pirâmides do projeto arquitetônico de Ieoh Ming Pei. A Pirâmide, que serve de entrada do Museu do Louvre, foi construída em vidro e aço inoxidável e tem 21 metros de altura e duzentas toneladas de vidro e de traves. Este fenômeno da arquitetura é submetido a uma limpeza semanal por um robô, criado justamente para desempenhar esta tarefa. Ela é cercada por três pirâmides menores, no pátio principal (que se chama Cour Napoleon) do Palácio do Louvre. A quinta pirâmide apontada para baixo é a famosa Pirâmide Invertida.
O prédio do Museu do Louvre por si só é magnifico e é uma grande obra de arte e da arquitetura renascentista. Cobrindo uma área construída com mais de 135.000 metros quadrados, o palácio do Louvre é o maior palácio da Europa, e o segundo maior edifício do continente após o Palácio do Parlamento romeno.
Na próxima viagem a Paris visitarei o Louvre em seu interior com suas obras de arte.
Seguindo nossa caminhada, passamos pelo Arco do Triunfo do Carroussel, erguido em 1805 para celebrar as vitórias de Napoleão.
Olhando pra trás, para o Louvre, vi a porta principal, a Pirâmide e a curva do Arco, formando uma simetria de linhas. E olhando para o lado oposto: o Arco do Triunfo com o Obelisco. Estética de Paris.
O dia estava quente, mas persistimos valentes e com muita vontade de descobrir Paris a passo firme.
Estávamos passando pelo Jardim das Tulherias, que compõem um parque francês, situado na margem direita do rio Sena, entre ao arco do Triunfo do Carroussel e a Praça da Concórdia. Criando no século XVI em estilo italiano e por ordem de Catarina de Médicis para decorar o entorno do Palácio das Tulherias, onde passava seu tempo livre. Em 1664, o arquiteto André Le Nötre (Versalhes), transformou-o num jardim no estilo francês, formal e simétrico, cheio de estátuas ornamentais. O Musée de L‘Orangerie e o Jeu de Paume, sedes de importantes exposições de arte contemporânea, ficam em dois pavilhões dentro do parque, que oferece uma esplêndida perspectiva da Avenida Champs-Elysées, do Arco do Triunfo e do Grande Arco de La Défense.
A caminhada foi longa e, ainda, nos esperava muito chão pela frente.
Cruzamos a sinaleira na Praça da Concórdia, fotografando o Obelisco de Luxor e Le Grand e Le Petit Palais. Tudo era festa!
Lembrei de uma das lições do livro de Francês em que estudei no ginásio. Muito tempo atrás, mas se fez vivo e real em cada linha nas minhas recordações!
Enfim, as calçadas da Avenida Champs-Elysées, convidativas para uma pausa num de seus inúmeros cafés. Escolhemos o que estava menos lotado e sentamos aliviados. Estávamos precisando dessa parada.
Chocolate com creme bem gelado e pão francês. Nada melhor ou mais apropriado.
Dali, a meta era irmos até a estação de metrô Charles de Gaulle, na frente do Arco do Triunfo, que nos levaria a Torre Eiffel. Alguns desistiram e voltaram para o hotel. Mas um grupo de cinco animadas passageiras acompanhou o guia César. Animadas porque caminháramos muito, muito mesmo durante boa parte do dia.




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