segunda-feira, 23 de maio de 2016

VERSALHES, FRANÇA_EUROPA

QUINTO DIA - Parte II - VERSALHES



Descemos ao subsolo do Museu do Louvre onde há um Shopping Center e uma praça de alimentação. Pausa para o almoço delicioso. 

Depois dessa parada revigorante embarcamos no ônibus com destino ao Palácio de Versalhes.



O Palácio de Versalhes é uma construção imponente e luxuosa, situada na cidade de Versalhes (subúrbio de Paris). O palácio começou a ser construído nas primeiras décadas do século XVII. Em 1664, durante o governo de Luis XIV, o Rei Sol, foi finalizado. Em 1682 passou a ser a residência oficial do monarca e também o símbolo da monarquia absolutista, sustentada pelo rei. Considerado o maior palácio da época e um dos maiores atualmente, o Palácio de Versalhes possui uma ampla extensão que ocupa mais de 100 hectares, possuindo 700 quartos, 352 chaminés, 1250 lareiras, 67 escadas, 2153 janelas e um parque de 700 hectares. Em 1837, após a Revolução Francesa, o Palácio passou por um período de abandono. Somente foi reutilizado em 1810 quando Napoleão Bonaparte ali se instalou com sua família. Em 1873, foi transformado em um museu de História.
Ao chegarmos, posamos para uma foto souvenir com a maioria dos companheiros dos grupos na frente do palácio e seu Portão Dourado (Cour Royale).
Nossa visita começou pelos famosos Jardins de Versalhes.

As fotografias testemunham a grandiosidade das fontes e jardins com suas estátuas e sua arborização. 
Luís XIV era um apaixonado por belos jardins à moda francesa. Decorados com fontes e bacias, o rei estimava que no século XVII, era o que de melhor se podia fazer para exprimir a beleza e o poder da França aos seus convidados, fossem eles, cortesões ou embaixadores vindos do estrangeiro. Os novos jardins do Palácio de Versalhes tinham como função impressionar quem os visitasse, deviam exprimir através das suas fontes e estátuas a grandiosidade da França e do seu rei. Para levar esta tarefa a bom fim, Luís XIV, escolhe o jardineiro André Le Nôtre, que já tinha dado provas em Vaux-le Vicomte. Ele trabalhou nos jardins do palácio desde o ano de 1662 até a sua morte em 1700.
As flores do jardim não eram plantadas, mas apresentadas dentro dos seus vasos, o que permitia mudar rapidamente a decoração segundo as vontades do rei, e também, darem lugar a permanência de flores frescas, evitando que murchassem. O patrono dos jardins era Apolo, com quem Luís XIV se identificava na sua qualidade de Rei Sol. Porém, para que um jardim seja belo, é indispensável levar água em quantidades suficientes para às bacias e às fontes que lhe pertence.
As terras de Versalhes eram pantanosas, daí a necessidade de instalar grandes correntes de água artificiais. O Grande Canal, projeto muito ambicioso, foi construído entre 1667 e 1679 pela mão de Le Nôtre, que ignorou a Academia real das ciências e as suas opiniões negativas em relação a uma tamanha obra. A sua grandeza permitia acolher a “flotilha real de Versalhes”. Ainda hoje, podemos aí, dar um passeio de barco e descobrir este espaço aquático desmedido em forma de cruz, com o comprimento de 1500 metros por 62 metros de largura. No inverno, quando o grande canal ficava gelado, servia de pista de gelo. A “Pièce d’eau des Suises”, construída em 1665 por um regimento de guardas Suíços (daí o seu nome), foi várias vezes ampliada até 1682, ao longo da Horta do Rei, o que deu origem a uma limpeza definitiva daquilo que se conhecia antigamente pelo nome de “lagoa mal cheirosa”. A Horta do Rei, criada por Jean-Baptiste de La Quintinie em 1683, servia para levar todo o tipo de legumes e fruta para a mesa real, independentemente da estação do ano.
Com vista para o Palácio, L’Orangerie com o seu amplo espaço, árvores altas e linhas puras é uma das maiores conquistas de Jules Hardouin-Mansart, que melhor mostra seu talento como um grande arquiteto. Algumas das laranjeiras de Portugal, Espanha e Itália, e limão e romã árvores têm mais de 200 anos de idade. Eles são mantidos dentro de casa no inverno antes de ser espalhados durante o verão em seu canteiro.
Reunido o grupo com os guias acompanhantes e a guia local, entramos no Palácio.
A suntuosidade da escadaria no hall, feita em mármore das mais variadas cores é um assombro.

Seguimos através dos aposentos principais do Palácio: Grand Appartement Du Roi, Le Petit Appartement Du Roi, Le Petit Appartement De La Reine, Appartements Du Dauphin et De La Dauphine, Galerie des Glaces, Ante-Cãmara da Rainha e Capelas. Internamente é muito luxuoso. O Palácio possui obras de arte, detalhes em ouro no teto e paredes, lustres de cristal e pisos de mármore. Apesar de que, conforme nos informou a guia, depois da morte de Luis XVI e de Maria Antonieta, o prédio foi saqueado pelos revolucionários, que usaram os bens para sustentar a causa. Inclusive, na Sala dos espelhos, dentre os belíssimos lustres de cristal, um ou dois são originais.


Nos aposentos de Maria Antonieta, havia pequenos assentos, simetricamente alinhados para que os membros da corte assistissem ao sono da Princesa. Fiquei pasma com a falta completa de privacidade dos soberanos. Que difícil deveria ser viver assim.
No aposento ao lado está o quadro retratando Maria Antonieta e os quatro filhos. O berço vazio representa o filho que ela perdeu.
Pude observar o trabalho de manutenção e reconstrução de um dos aposentos, que estava sem a tapeçaria, mostrando o piso sem estuque nu e cru.
Deixamos o Palácio de Versalhes (que chique!) impressionados com a suntuosidade.
Mais livros e souvenirs foram indispensáveis.
Tarde mais do que especial! Retorno à Paris para a programação noturna.
A maioria dos viajantes foi assistir ao espetáculo da famosa casa noturna Moulin Rouge em Montmartre. Assistimos ao show e nos deliciamos com um bom jantar acompanhado de champanhe.
Dia completo! Maravilha!
No hotel, segui meu ritual* costumeiro e, depois, caí na cama exausta, mas muito feliz.
Amanhã, seguimos para mais descobertas de encantamento!

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