SEXTO DIA - Parte I - MONTMARTRE - SACRE COEUR - PARIS (III)
Manhã iluminada, rumo a Montmartre para conhecer a Basílica de Sacré- Coeur.
A zona de Montmartre, e seus arredores, são sem dúvida uma das mais contrastantes zonas de Paris: você encontra uma multidão formada por fiéis que visitam e frequentam a Igreja do Sacré Coeur, clientes de bares e de sex shops da periferia de Moulin de La Galette, e um cenário de belos terraços na Place des Abbesses. Você encontrará também ruas e praças tranquilas, pequenos e encantadores museus e um punhado de teatros.
A colina de Montmartre, cujo nome significa “monte dos mártires”, encontra-se ao norte de Paris a 129m acima do nível do mar, onde está localizada a colossal Basílica de Sacré Coeur.
Ainda que seja a Catedral de Notre Dame a ostentar o título oficial de maior monumento religioso de Paris, a Sacré Coeur pode surpreender pela sua beleza e por ser um dos melhores pontos a oferecer uma acurada visão panorâmica da cidade.
O acesso até a igreja pode ser feito por escadas ou se preferir, de funicular.
Foi o que fizemos depois de algumas fotos memoráveis. O funicular sobe rápido e prático ao lado da escadaria.
As vistas que se tem de Paris são extasiantes.
A colina recebeu esse nome por ter sido o lugar do martírio de Saint Denis, o primeiro bispo de Paris (século III) e seus companheiros. Foi lá que a Companhia de Jesus (Jesuítas) em 1534 foi fundada por Santo Inácio de Loyola, São François Xavier e seus companheiros.
Sua construção iniciou-se por volta de 1875.
Alguns dizem que essa iniciativa surgiu como uma tentativa de pedir perdão a Deus pelas faltas cometidas, visto que a França vivia um período difícil como a guerra contra Alemanha e a relação desgastada entre o Vaticano e os franceses, e atribuía estes a um castigo de Deus. Outros dizem que sua construção foi uma forma de pagamento da promessa feita por Alexandre Legentil e Hubert Rohault de Fleury, caso a França sobrevivesse às investidas do exército alemão.
A partir de 1919, foi consagrada Basílica e desde então um local sagrado de peregrinação.
Atualmente, a Basílica é um dos monumentos mais visitados de Paris.
Depois de muitas fotos na frente da Basílica, entrei no templo. Que maravilha! O interior é de tirar o folego. O silencio faz reverencia ao senhor e a alma foca de joelhos. Meus olhos estavam marejados de lágrimas. Muita emoção! Rezei por minha família com o coração agradecido.
A Basílica possui um formato de cruz grega, tão larga quanto comprida, formada por quatro cúpulas incluindo a central, cuja altura possui 80 metros.
Abaixo dos dois primeiros pilares, estátuas de Santa Thereza e de Santa Margarida Maria, confidentes do Sagrado Coração de Jesus, iluminadas por velas. A cúpula central tem fileiras de duas colunas. Uma abre caminho de circulo, a outra, sobre vinte vitrais que oferecem uma doce luz.
O campanário possui um sino de 3m de diâmetro com mais de 26 toneladas. A Basílica segue as diretrizes da arquitetura romana e bizantina e influenciou outros edifícios religiosos do século XX.
Adquiri duas moedas douradas com a esfinge da Basílica e dos Grandes Órgãos e um livro.
Saindo da Sacré-Coeur, caminhamos pelas ruas estreitas até a Casa do Acolhimento, local que oferece a oportunidade de retiros espirituais. Nosso ponto de encontro seria ali.
Estar em Paris numa manhã linda alegra o coração! Aproveitei para me deliciar com um crépe e um cappuccino num dos pequenos bares ao longo da rua. Muitas lojas de souvenires provocavam minha curiosidade. Comprei algumas lembranças alusivas ao local e um livreto sobre a Basílica.
Grupos reunidos, iniciamos a descida por Montmartre. As ruas são encantadores e singelas. Passamos por um dos moinhos do bairro. E mais fotos, certamente.
Chegamos ao Moulin Rouge sob a luz do dia. Outra perspectiva para fotos. Perto dali, o ônibus nos aguardava para dar continuidade às atividades programadas.


















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