quarta-feira, 18 de maio de 2016

New York City (IV) - EUA





NEW YORK (IV)
Amanheceu com temperatura abaixo de zero, mas, valentes não se intimidam com frio. Prontas para mais um dia de aventuras, saímos do hotel, parecendo mais duas ursas polares de tão agasalhadas que estávamos. Fazer o quê? Impossível resistir aos encantos da cidade que nunca dorme e ademais, com pouco tempo para desvendá-la. (Aqui cabe um conselho: se for a New York, reserve sete dias de estadia, no mínimo). 

Primeira meta do dia: Estátua da Liberdade. Na porta do hotel, em minutos, embarcamos num táxi. Fotografando, é claro, todo o trajeto até o Battery Park, de onde saem as barcas para a Ellis Island. 

Até aí, tudo bem. 


Animadíssimas, fomos até a beira do rio Hudson para visualizar a paisagem e calcular a distância até a Estátua da Liberdade. O vento estava forte demais e, consequentemente, nos tirou todo o ímpeto de embarcar rumo à visitação a um dos símbolos marcantes da cidade. 


Resolvemos usar o zoom das câmeras digitais para fotografar a Estátua da Liberdade, dali das margens do rio. Simples, não fossem as boas risadas que demos porque as fotos ficaram cômicas. Muito de longe, visualiza-se em pano de fundo o monumento verde. Bem próximas, as fisionomias congeladas das duas turistas, dando gargalhadas como se estivessem fabricando travessuras. Minha irmã e eu, colocávamos em prática a veia de senso de humor da família. Inevitável! 


Resolvemos caminhar até a próxima etapa traçada no nosso plano do dia. 


A melhor maneira de se conhecer uma cidade é caminhar por suas calçadas no meio do povo. E foi assim que andamos por quarteirões e quarteirões, observando todos os detalhes ao redor. 






Quando nos aproximamos do Ground Zero, um silêncio respeitoso nos acompanhou. Centenas de trabalhadores se movimentavam nas obras no local onde outrora se erguiam as Torres Gêmeas. 

O clima era de consternação. E, sem falar, fotografamos, o que, para nós, era significativo. Nossos olhos espelhavam uma espécie de dor partilhada, de luto sentido, de emoção que faz a gente ficar com lágrimas equilibradas no fio das pálpebras. Asseguro que ainda é possível sentir o impacto da trágica, da devastadora destruição e aniquilamento de milhares de vidas que foram vítimas do fatídico episódio. O disco rígido das minhas memórias, naquele momento, me fez lembrar o monumento ao holocausto que visitei em Miami. Imagens, esculpidas em ferro, contorcidas pela dor.

A construção do Memorial está sendo realizada de forma acelerada. Ficará como marco, como homenagem de respeito e solidariedade ao povo de New York e ao de todo o planeta.










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