NEW YORK (III)
Depois de um breve descanso, saímos para jantar num aconchegante restaurante próximo ao Rockefeller Center.
Tínhamos assistido pela televisão ao belíssimo espetáculo quando foram acesas as luzes da imensa árvore de Natal, mas estar ali frente a ela foi como tocar num sonho. As estátuas douradas que circundam a pista de patinação, impassíveis assistem a quedas e risos. Uma quantidade de gente de todas as idades desfilava de patins numa diversão estimulante. Nós nos limitamos a observar e fotografar, é óbvio. Aventuras desse nível estavam fora do nosso alcance. Tudo por causa do frio, é claro. E que ninguém ouse sugerir outras razões.
O desafio a seguir era subir at the top of the Rock e ver a cidade desde o Observation Deck. Fantástica visão de trezentos e sessenta graus do alto do 70° andar. Os elevadores são tão acelerados que nem se percebe a altura que atingimos.
Perdemos o fôlego pela beleza das imagens panorâmicas e pelo vento forte que sibilava nas alturas.
O retorno ao hotel foi a pé. Os táxis passavam e não paravam. Eu me senti a própria personagem de filme, fazendo sinal com a mão e gritando: táxi, táxi... Inutilmente.
A cena final da noite foi a de um músico, tocando trompete numa das esquinas. Ao nos aproximarmos, ele fez uma reverência e começou a interpretar New York, New York. Confesso que me esqueci do frio e dei todo espaço possível para a sensibilidade da alma. Sai de um clima para o outro.

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