DÉCIMO QUARTO DIA - Parte VI - VENEZA VI
Sentei para descansar num dos bancos que circundam o Palácio Ducal, observando a passagem de vai-e-vem dos turistas. Quieta e pensativa, tentando absorver todas as informações que recebi ao longo do dia.


Sentei para descansar num dos bancos que circundam o Palácio Ducal, observando a passagem de vai-e-vem dos turistas. Quieta e pensativa, tentando absorver todas as informações que recebi ao longo do dia.

Foi então que, conversando com os meus botões, decidi visitar o Palácio Ducal que estava bem a minha frente, convidativo.
O ingresso custou 18 euros. E lá me fui a desbravar os salões majestosos.
O Palácio Ducale era a residência do Doge, o dirigente e a pessoa mais poderosa de Veneza. Localizado logo ao lado da Basílica de São Marcos, o palácio tem uma arquitetura gótica impressionante.
Em 1442, Giovanni Bon e Bartolomeu Bon criaram a Porta della Carta, um monumental portão em estilo gótico tardio, ao lado do palácio, na Piazzetta.
Em 1442, Giovanni Bon e Bartolomeu Bon criaram a Porta della Carta, um monumental portão em estilo gótico tardio, ao lado do palácio, na Piazzetta.
Pelo fato de estar à beira da laguna, o Palácio dos Doges ou Palazzo Ducale tem um especial encanto e seu contraste com o azul do mar é fantástico. As cores das fachadas é outro aspecto que o torna elegante e discreto, mas profundamente belo.
De acordo com a luz do dia, o delicado mosaico em branco e rosa vai se mostrando em diferentes tons de rosa.
Sua construção simétrica e majestosa parece estar delicadamente contemplando o mar. Sem dúvida, o Palácio dos Doges de Veneza, símbolo da cidade e uma obra-prima do gótico veneziano, é uma maravilha que merece ser calmamente admirada! Representa a força da Sereníssima República de Veneza.
O palácio atual foi construído entre 1309 e 1424.
Entrei no pátio do Palácio Ducal pelo portão da Via Degli Schiavoni.
O Palácio Ducal desenvolve-se em três alas em torno de um amplo pátio central arcado, sendo o quarto lado constituído pelo corpo lateral da basílica, antiga capela palatina.
No pátio, onde se realizavam as cerimônias de coroação dogal, torneios e uma caça aos touros anual dominam dois grandes poços para o aprovisionamento hídrico do complexo.
No pátio, onde se realizavam as cerimônias de coroação dogal, torneios e uma caça aos touros anual dominam dois grandes poços para o aprovisionamento hídrico do complexo.
Subi a "Escada de Ouro", projetada por Jacopo Sansovino, um famoso arquiteto e escultor do Renascimento Italiano.
Caminhei pelas galerias, atravessei salas e salões, admirando os detalhes e tentando imaginar cenas que ali aconteceram. Muita riqueza em arte e decoração. Intrincados corredores.
Sala delle Quattro Porte, ambiente, ricamente decorado e distinto por quatro majestosos portais marmóreos, deve o seu atual aspecto à reconstrução desta ala após o pavoroso incêndio de 1574. Esta reconstrução foi confiada a Antonio da Ponte, segundo projeto de Palladio, e contou com obras pictóricas de Tintoretto, Tiziano e tiepolo. A sala servia de zona de passagem e sala de espera para as audiências do Senado e da Signoria.
Sala del Collegio, adornada com pinturas, incluindo as de vários Doges e a Lepanto, de Paolo Veronese, onde os embaixadores estrangeiros eram recebidos.
Sala del Senato. Da Sala delle Quattro porte acede-se a este ambiente, voltado para o Rio di Palazzo e destinado às reuniões do Consiglio dei Pregadi (ou Senado), responsável pelo governo da República.
Rica e solene, com esplêndidos entalhes e dourados, a sala hospeda obras de Tintoretto e Palma il giovane, imersas entre luminosos dourados, nos quais o ambiente abunda. Ao lado da porta que conduz à adjacente Sala del Collegio destaca-se o segundo quadrante do relógio comum às duas salas.
Relógio mostrando a posição do Sol no Zodíaco
Sala del Maggior Consiglio, originalmente a sala de reuniões da legislatura. A sala é ladeada por pinturas de antigos Doges e o enorme Paraíso, de Tintoretto, considerada a maior pintura do mundo em tela.
Sala del Consiglio dei Dieci, à qual se acede por um ambiente de ligação com a Sala delle Quattro Porte, era destinada às reuniões do órgão homônimo, restrito e onipotente, encarregado da segurança do Estado. Composto por dez conselheiros (o que justifica o nome) e alargado ao doge e aos seis conselheiros ducais, o Conselho dos Dez tomava lugar num pódio semi-circular em madeira, no qual discutiam as investigações e os processos contra os inimigos do Estado: uma passagem secreta escavada num armário em madeira conduzia à sala traseira dos Tre Capi. As decorações são de Gian Battista Ponchino, Paolo Veronese e Gian Battista Zelotti com temas relacionados com a justiça.
Desci até a prisão e passei pelo interior da Ponte dos Suspiros em absoluto silêncio. Solitária visita.
No início do século XVII, foram acrescentadas as chamadas Prigioni Nuove (Prisões Novas), na outra margem do rio, por obra do arquiteto Antonio Contin. Este novo corpo, sede dos Signori della Notte (Senhores da Noite), magistrados encarregados de prevenir e reprimir crimes penais, foi ligado ao palácio através da Ponte dei Sospiri (Ponte dos Suspiros), percurso dos condenados trazidos do palácio, sede dos tribunais, para as prisões.
A Ponte dos Suspiros, que, como o nome indica, ouviu milhões de suspiros de quem nunca sabia se voltaria a cruzar aquela ponte. Uma famosa exceção, Casanova, que escapou de maneira rocambolesca e ainda deixou um livro explicando sua fuga.
As prisões subterrâneas, abaixo do nível da água e, por esse motivo, extremamente úmidas e insalubres, destinadas aos prisioneiros de condição inferior, encerrados em celas escuras e estreitas, tomavam o inequívoco nome de Pozzi (poços). Por outro lado, sob o telhado do palácio e das suas coberturas estavam os Piombi (chumbos), que deviam o seu nome à cobertura do teto. Aqui encontravam lugar os prisioneiros mais importantes, nobres, ricos e religiosos, que eram, assim, relegados para um ambiente que, embora duro, era menos insalubre que os infernais Pozzi. Estes prisioneiros podiam até mesmo, ter alguma regalias, como comida melhor e roupas lavadas, desde que arcassem com as custas.
A Ponte dos Suspiros, que, como o nome indica, ouviu milhões de suspiros de quem nunca sabia se voltaria a cruzar aquela ponte. Uma famosa exceção, Casanova, que escapou de maneira rocambolesca e ainda deixou um livro explicando sua fuga.
As prisões subterrâneas, abaixo do nível da água e, por esse motivo, extremamente úmidas e insalubres, destinadas aos prisioneiros de condição inferior, encerrados em celas escuras e estreitas, tomavam o inequívoco nome de Pozzi (poços). Por outro lado, sob o telhado do palácio e das suas coberturas estavam os Piombi (chumbos), que deviam o seu nome à cobertura do teto. Aqui encontravam lugar os prisioneiros mais importantes, nobres, ricos e religiosos, que eram, assim, relegados para um ambiente que, embora duro, era menos insalubre que os infernais Pozzi. Estes prisioneiros podiam até mesmo, ter alguma regalias, como comida melhor e roupas lavadas, desde que arcassem com as custas.
Desci até o subsolo onde há uma cafeteria e muitas estátuas.
Tomei outro Cappuccino, comprei um livro sobre o Palácio dos Doges e sai, passando pela Escadaria dos Gigantes.
Esta escadaria erguida entre 1483 e 1491, projetada por António Rizzo, era usada para cerimônias de coroação ducal. O patamar superior servia de palco à coroação dos doges. Scala dei Giganti (Escadaria dos Gigantes) deve o nome às duas estátuas de mármore de Sansovino, representando Marte e Netuno, ali colocadas em 1567. A escadaria monumental liga o pátio à logia interior do primeiro andar e era o lugar dedicado a cerimônia. As duas estátuas colossais deviam representar o poder e o domínio sobre a terra firme e sobre o mar.
Esta escadaria erguida entre 1483 e 1491, projetada por António Rizzo, era usada para cerimônias de coroação ducal. O patamar superior servia de palco à coroação dos doges. Scala dei Giganti (Escadaria dos Gigantes) deve o nome às duas estátuas de mármore de Sansovino, representando Marte e Netuno, ali colocadas em 1567. A escadaria monumental liga o pátio à logia interior do primeiro andar e era o lugar dedicado a cerimônia. As duas estátuas colossais deviam representar o poder e o domínio sobre a terra firme e sobre o mar.
Aproveitei a gentileza de um turista para clicar algumas fotos no interior do pátio.
Uma gôndola muito antiga estava em exposição próximo à saída do Museu. Mais fotos.
Fiquei tão encantada com a imensa e bela porta que pedi a uma das recepcionistas que registrasse uma pose minha para a posteridade. Postei-me no meio do portão e a foto ficou ótima.
Saí do Palácio dos Doges na Piazzetta pela Porta della Carta. FASCINADA!
Foi um dos meus melhores momentos em Veneza!
E tem mais....
E tem mais....












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