Logo a seguir chegamos à Igreja de São Tomé. À direita da entrada está a obra prima de El Greco: o enterro do Conde Orgaz. Preciosa obra de pintura. Enquanto ouvia as explanações do guia, percebi que a porta da pequena capela estava aberta. Perguntei ao guarda se poderia entrar para rezar. Ele concordou com um meneio de cabeça. Rapidamente, me aproximei do altar e ajoelhei num dos bancos. Foi um dos meus grandes momentos na viagem. Acima do altar, a tela de Vicente López, retratando o encontro de Tomé com JESUS. A força da minha fé, transbordando da minha alma e enchendo meus olhos de lágrimas porque ao contrário de São Tomé, não precisei ver, nem tocar em Cristo para crer.
A igreja de São Tomé de Toledo ou de Santo Tomás Apóstolo é uma igreja localizada no centro histórico da cidade de Toledo, fundada após a reconquista desta cidade pelo rei Afonso VII de Castela. A igreja aparece citada no século XII, como tendo sido construída sobre o chãos de uma antiga mesquita do século XI. Esta mesquita, assim como outras da cidade, foi usada como igreja cristã sem grandes alterações, já que na tomada da cidade não houve destruição de edifícios. No entanto, em inícios do século XIV, por encontrar-se em estado ruinoso, foi totalmente reedificada a cargo de Gonçalo Ruiz de Toledo, senhor de Orgaz, tendo se transformado o antigo minarete da mesquita em campanário ao estilo múdejar. A sua fama deve-se sobretudo por albergar no seu interior o quadro O Enterro do Conde de Orgaz de El Greco, que pode ser contemplado acedendo pela parte posterior da igreja.
Nossa próxima parada foi na Igreja de San Juan de Los Reyes. A origem dessa igreja remonta a Batalha de Toro, em 1476, entre os
seguidores da família Beltraneja e os fiéis seguidores da jovem princesa Isabel
e do príncipe Fernando. A batalha decidiu a sucessão do trono de Castilla. A
vitória foi do casal soberano. Isabel decidiu construir um monastério como
templo de devoção e panteão real.
Entramos no recinto e descemos uma escadaria até o hall. Na parede há um quadro com o retrato da Rainha Isabel I, a Católica.
No primeiro piso pude ver o claustro como o seu estilo gótico, o seu jardim clássico onde as laranjeiras e as roseiras dão mais cor ao espaço.
No primeiro piso pude ver o claustro como o seu estilo gótico, o seu jardim clássico onde as laranjeiras e as roseiras dão mais cor ao espaço.
Do lado direito uma porta leva ao
interior da igreja dedicada a São João. Junto ao altar um retábulo que retrata
o caminho de Jesus até ao calvário, a descida e os milagres da cruz.
Belíssimo.
Na ponta oposta e por baixo do coro, um quadro de homenagem aos mártires franciscanos que morreram em Fuente El Fresno em 1936. Foram fuzilados durante a Guerra Civil espanhol e perseguidos até sua morte.
Regressamos à zona do claustro. Ali se tem a melhor vista para o jardim com as suas árvores de fruto e flores. Podemos ver as gárgulas e os arcos decorados, todo o detalhe das pinturas do teto e até admirar o chão.
O guia citou o livro “Os sete pilares da Terra”, de Ken Follet, para se entender como foram construídas as abóbadas, os detalhes arquitetônicos das igrejas góticas.
Após sairmos da igreja, o guia
nos mostrou as correntes dos cativos cristãos que, depois de libertados, foram
deixadas na igreja e penduradas em uma das paredes externas do templo.
Iniciamos a descida em direção à Porta de San Martin. Mais momentos de beleza se descortinando
frente aos olhos.
A ponte de San Martín, além de cumprir com as funções do passo, fazia parte da rede de defesa da cidade. A ponte tem duas grandes torres de grande magnitude. Lá fora, o mais distante da cidade, é uma construção robusta. Do outro lado, ao lado da cidade, ficou outro edifício de tamanho menor, que consiste de uma torre pentagonal. Estas torres são disparadas com uma perfeita cantaria, embora você possa ver a alvenaria usada em restaurações posteriores. Dentre as restaurações mais importantes que foram realizadas foi no ano de 1690, realizava-se na época do reinado de Carlos II. A ponte consiste em cinco olhos, sendo o maior arco central. Em cada extremidade da ponte são as duas torres acima mencionadas, servindo com funções de controle sobre a passagem de pessoas e bens. A mais distante da cidade é o mais antigo, que fica ao lado das paredes de volta ao ano de 1368. A ponte de San Martín , possui três grandes lagoas que permitiram a resistir à passagem do tempo e as avenidas do Rio Tejo. Também esta grande ponte, uma das grandes obras de engenharia na Europa do seu tempo, suportou por muitos anos, o tráfego de carros e o excelente trabalho que foi realizado para o transporte de água para o reservatório da Torcon, localizada no município de Navahermosa e um dos lugares com maior biodiversidade na província, um paraíso para a pesca, e de onde é possível ver um grande número de javalis e veados. Em 21 de dezembro do ano de 1921 foi declarada monumento nacional junto a Puente de Alcántara.
Atravessamos a Ponte de San Martin e nos dirigimos para o ônibus.
Uma quantidade de fotos documentaram todos os detalhes e paisagens possíveis. Inclusive, tenho uma foto com a bandeira do Brasil com o rio, a ponte e as muralhas ao fundo. Perfeito! Dia maravilhoso!
Retorno tranquilo à Madrid. Chegando ao hotel fui jantar com um dos casais do grupo num restaurante pequeno e aconchegante bem próximo.
Noite repousante depois de cumprir todo o ritual* antes de deitar-me. Inclusive, deixando a mala pronta para o dia seguinte, pois seguiríamos viagem rumo à Bordeaux.










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