sábado, 21 de maio de 2016

PARIS (I), FRANÇA_EUROPA

QUARTO DIA - Parte II - PARIS

Estava em PARIS!!! RADIANTE!
Depois da acomodação no hotel Mercure La Villette, saímos para um passeio panorâmico até o Arco do Triunfo.Desfilaram frente aos meus olhos as ruas de Paris com seus prédios de arquitetura típica com a fisionomia da Cidade Luz.

As longas avenidas rodeadas de árvores, as pontes, os candeeiros de ferro, os cafés com esplanadas aquecidas, os prédios nunca demasiado altos, a Torre Eiffel, os museus e os monumentos mais conhecidos do Mundo e os crepes de chocolate na rua. Isto é Paris, mas não só. Ao mesmo tempo em que tudo lhe possa parecer familiar, a cidade está em constante renovação e crescimento, ainda que de forma regulada, associada sempre a um delicado bom senso, a que se pode chamar elegância. É isso. Elegância. Nenhuma outra palavra descreve melhor a aura de Paris, sendo essa elegância que apaixona qualquer visitante, em qualquer época do ano.
Aliás, a simetria e a estética de Paris são propositais.
Divididos pelos 20 arrondissements – uma espécie de freguesias numeradas que se desenvolvem desde o centro até aos limites da cidade, no sentido dos ponteiros do relógio – os vários bairros de Paris mantêm as suas características, que não envergonham a personalidade elitista dos parisienses. Nem os bares mais alternativos do Marais nem a rua mais imprópria para menores, de Pigalle, deixam de ser Paris. Por outro lado, o luxo das lojas do 8.º arrondissement e o Triângulo de Ouro, os museus concentrados nos arredores do Louvre e da Torre Eiffel, a vida estudantil do histórico Quartier Latin e o novo palpitar de tendências do canal de St. Martin, ajudam a compor a vida desta cidade, com estrutura de aldeia, onde se pode encontrar desde o mais antigo túmulo egípcio ao mais recente vestido de alta costura.
Cidade de revoluções várias e movimentos contracultura, é conhecida pelos turistas por ser a que tem o maior número de monumentos registados, entre os quais o maior museu do Mundo e a primeira torre de ferro parecida com um arranha-céus, e por ser berço de alguns dos pintores mais ilustres da história da arte, bem como palco de alguns filmes inesquecíveis. Paris continua a ser a Cidade da Luz (que ganhou o título por ser a primeira a ter iluminação pública nas ruas), cheia de brilho e glamour. É para ser visitada com dedicação e muito amor.

O ônibus que nos conduzia, deixou-nos numa das avenidas paralelas ao Arco do Triunfo. Atravessamos os sinais de tráfego até a Avenue de Champs-Elysées. Ali, extasiada e nem acreditando que tudo era real, entre emocionada e deslumbrada, tirei fotos e mais fotos até onde minha vista alcançava. Descemos uma pequena escadaria e atravessamos o túnel subterrâneo que leva ao majestoso Arco do Triunfo.
O Arco do Triunfo fica no centro da maior rotunda de Paris, a Praça Charlles de Gaulle ou Etóile (estrela), que faz a ligação entre 12 avenidas da cidade. Construído em homenagem as vitórias militares de Napoleão, abriga o Túmulo ao Soldado Desconhecido. No centro, pendurada no ponto mais alto, tremulava ao sabor do vento numa dança festiva, uma imensa bandeira com as cores francesas, para deleite de todos os olhares.
O Arco do Triunfo é composto por quatro grandes pilares que proporcionam a passagem através de duas entradas frontais maiores e duas laterais menores que servem como passadiços. Os pilares apresentam cada um ao centro um grupo escultórico. Termina com entablamento maciço e decorado com cenas das grandes campanhas napoleônicas eternizadas com o nome de cada uma delas. Uma cornija a toda a volta decorada com coroas remata o conjunto.


Voltamos para a Avenida dos Campos Elísios. Eu estava repleta de emoções, começando a tornar realidade o sonho de caminhar pela mais famosa avenida de Paris. Sua largura é incrível. As calçadas são amplas e seus cafés, cinemas e lojas atraem multidões, que lá vão para comer e fazer compras, mas também para verem e serem vistos.


Consegui fotografar o entardecer com o contorno do Arco do Triunfo desenhado num céu de matizes salpicado por nuvens soltas. Lindo instante! Sem falar nas fotos em selfie que fiz.
Rond-Point des Champs-Elysées é o belo local onde a avenida termina, com castanheiras frondosas e calçadas enfeitadas de canteiros de flores coloridas. Hotéis cinco estrelas, restaurantes excelentes e butiques exclusivas ocupam as ruas e avenidas das proximidades.
Retornamos ao hotel para nos prepararmos para os passeios noturnos. Aproveitei para ir ao MacDonald`s bem próximo e comprei um lanche. 
Todo grupo pronto a tempo e lá fomos nós para a Torre Eiffel que, deslumbrante, estava iluminada para festejar a noite.
 Fogos e música para encanto dos espectadores. Filmei e vibrei com a oportunidade de viver essa solenidade. Turistas de todas as partes do mundo se concentravam ombro a ombro para não perder detalhe algum.

Dali, seguimos de ônibus para um passeio com o guia local, que, diga-se de passagem, proporcionou agradáveis momentos com sua alegria contagiante.
Passamos pelo Arco do Triunfo novamente. A diferença foi marcada pelas luzes que salientavam o monumento de forma intraduzível.
Nossa primeira parada foi na Ponte Alexandre III. Que magnífica!
A ponte atravessa o rio Sena e liga o bairro dos Campos Elíseos ao dos Inválidos. É considerada uma das pontes mais ornamentadas e extravagantes de Paris com sua decoração art noveau de lampiões, querubins, ninfas e cavalos alados nos dois extremos. O estilo da ponte combina com o do Grand Palais e do Petit Palais, com os quais faz ligação na margem direita do rio. A construção da ponte é um fenômeno da engenharia do século XIX, consistindo de um único arco de aço de 6 metros de altura que cruza o Sena em vão livre. O projeto foi submetido a rígido controle para evitar que a ponte obscurecesse a visão de Champs- Elysées e Invalides, e isso foi conseguido: a vista permanece magnífica até hoje.
Apoiada no muro sobre a ponte eu pude ver a Torre Eiffel, distinguindo-se como um marco no céu com seu facho de luz. Registrei numa foto. Além do registro que ficou na memória.
Na margem esquerda do rio, destaca-se o Palácio dos Inválidos, ao fim de uma alameda de lampiões como que num cortejo de brilho em direção à belíssima edificação.
Quantas emoções! Paris a noite é de tirar o fôlego!
As impressões são subjetivas e cada um as sente com peculiar abordagem. Eu conversava com meus companheiros de viagem e, também, conversava comigo mesma numa intimidade total. Estava vivenciando tudo que via como quem sorve em gotas o néctar dos deuses.
Demos sequência ao nosso passeio panorâmico: Assembleia Nacional; Place de La Concorde com suas fontes (Fontaine de Mers e Fontaine des Fleuves) ladeando o Obelisco de Ramsés II. A Place de La Concorde fica num dos extremos da Avenida Champs-Elysées e sua forma octogonal dá-lhe uma grandiosidade ímpar. Foi mandada construir em honra de Luis XV, com a devida estátua que desapareceu na Revolução Francesa. Nessa época, passou-se a chamar Praça da Revolução, local onde foram decapitados o rei Luis XVI e Maria Antonieta. O nome que tem hoje só lhe foi atribuído 40 anos depois da revolução, quando ali foi colocado o enorme obelisco de granito rosa Lucksor, oferecido pelo vice-rei do Egito; Eglise de La Madeleine, que é uma das mais conhecidas igrejas de Paris por sua localização e suas proporções. Uma colunata de colunas coríntias, de 20 metros, circunda o prédio e serve de apoio para as esculturas na frisa.
Descemos para fotos na proximidade do Teatro da Ópera de Paris, Palais Garnier! Com uma mistura de estilos que vai do clássico ao barroco, este prédio de 1875 passou a simbolizar a opulência do Segundo Império.
Passamos pela Catedral de Notre Dame e pelo prédio da Prefeitura de Paris, encerrando a noite com a beleza das ruas de Paris até chegarmos de volta ao hotel.
Outro grupo da MALA E CUIA juntou-se ao nosso, a partir de então. A guia Eliane Leal os acompanhava e foi muito prazeroso conhecê-la pessoalmente, pois já nos faláramos anteriormente. Beleza de pessoa em todos os sentidos.
Meu sorriso continuou estampado no rosto quando entrei no apartamento. Muito FELIZ!
Aquilatando todas as vivências do dia, repeti o ritual* e me aconcheguei ao travesseiro para repousar. Amanhã mais aventuras e venturas me aguardam.

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