terça-feira, 31 de maio de 2016

PÁDUA, ITÁLIA_EUROPA

DÉCIMO TERCEIRO DIA - Parte III - PÁDUA

Chegamos a Pádua, que pode ser considerada a cidade mais antiga do norte da Itália. Ela remonta à fundação pelos troianos no século XII antes de Cristo. Ela certamente tem história, incluindo sua famosa universidade (uma das mais antigas da Europa, de 1222) e a Basílica de Santo Antônio do século XIII (que abriga os restos mortais de Santo Antônio).

Deixamos o ônibus no estacionamento e entramos na Praça Prato dela Valle. Trata-se de uma grande praça elíptica, com uma ilha verde no centro (chamada de Isola Memmia), cercada por um canal de formato oval, margeado por dois anéis de estátuas. Há quatro caminhos que atravessam o gramado (e o canal) e que se cruzam no centro. É considerada uma das maiores praças da Europa (perde só para a Praça vermelha em Moscou) e é a maior da Itália. Ali costumam acontecer eventos ao ar livre, feiras e é considerado um ponto de encontro para os moradores de Pádua.
Realmente, a praça estava cheia de pessoas passeando ao ar livre sob o sol.Da praça pude avistar a Basílica de Santa Giustina, igreja em estilo bizantino, datada do século XII, dedicada à Santa Justina, martirizada em 304 (junto com outros cristãos) na antiga arena romana que havia por ali e enterrada nas imediações. Possui um mosteiro anexo pertencente à Ordem das Beneditinas.
Antes de deixar a Praça, vi um belo edifício neogótico, com um pórtico na frente, que já foi um quartel dos bombeiros e desde 1989 abriga escritórios da prefeitura. Chama-se Loggia Amulea.
Saindo da praça e seguindo pela Via Beato Luca Belludi, cheguei à próxima atração do dia e, talvez, a principal da cidade: a Basílica de Santo Antônio. A igreja construída em 1232 não possui um estilo arquitetônico definido, apresentando traços românticos, góticos e bizantinos. Mas é justamente essa mistura que a faz tão bonita. Conhecida como Il Santo, foi erguida para abrigar os restos mortais do santo, que estavam numa pequena igreja que havia no local e acabou sendo incorporada a atual basílica.
Um dos santos mais populares e amados do catolicismo, Santo Antônio de Pádua era, na verdade, português. Nascido em Lisboa, aderiu à Ordem Franciscana em 1220 (inclusive pregando com são Francisco de Assis, seu contemporâneo) e exerceu esse ministério da pregação por Portugal, França e Itália. Foi para Pádua em 1229 e ali ficou ate falecer em 1231 aos 39 anos de idade.
O interior da basílica não pode ser fotografado e mesmo que eu pudesse ter registrado alguma foto não conseguiria representar a beleza dela.

Para registro faço a postagem de fotos do site oficial da Basílica.




 Em compensação me foi oportunizado tocar na parede do túmulo de Santo Antônio. E, na esquerda da entrada da Basílica pude fotografar o manto de Santo Antônio.
E, principalmente ver a relíquia: A língua de Santo Antônio não se decompôs, apenas mudou de cor, ficando um pouco marrom, segundo o religioso, mesmo depois de oito séculos. É uma das relíquias mais conhecidas e veneradas da Igreja Católica.
Durante a operação de reconhecimento, a língua foi retirada e colocada em uma urna de vidro, e desde então está em uma área especial da Basílica de Pádua, ao lado de outra relíquia, uma parte do queixo do santo. “A língua, como todas as partes moles do corpo, é uma das primeiras que se decompõem. O fato de ela ter permanecido intacta foi interpretado como um sinal de Deus, que quis preservar essa língua, visto que Santo Antônio era conhecido por ser um grande pregador”.

Um segundo reconhecimento dos restos foi realizado em 1981, por ordem do papa João Paulo II.
Rezei, agradecendo por tudo e por todos.

Junto à Basílica se encontra o claustro dos Franciscanos (chamado de Claustro da Magnólia) com um jardim ao centro, uma estátua de Santo Antônio em bronze e uma maquete da Basílica.

Fui ao toalete e ao sair me vi perdida sem saber qual rumo tomar. Caminhei por uma das alas do claustro até que encontrei um Frei, com muitos livros debaixo do braço, e lhe disse que estava perdida. Ele me respondeu que também estava na mesma situação. Seguimos os dois na direção oposta e ele só me dizia que eu procurasse a palavra uscita que significava saída... Rimos muito e afinal descobrimos a saída.

Muitas fotos na frente da Basílica e a seguir descendo a rua na direção da Praça para voltar ao ônibus, comprei terços e souvenirs da Basílica de Pádua e um livro, é claro!
O sol estava quase no poente e a luz no céu me permitiu fotografar o entorno da Praça e os arredores até chegar ao estacionamento onde o grupo se reuniria.
Deixando Pádua em direção à Veneza, numa distância de cerca de 40 quilômetros!

Eu me sentindo extremamente gratificada por mais esse dia de descobertas, de conhecimento e de bençãos.
Chegamos ao hotel Novotel Castellana – Room 602, no Continente.A noite se avizinhava e junto com um grupo resolvi procurar alguma pizzaria para jantar.
Próximo ao hotel só havia um restaurante especializado em carnes.Desistimos e voltamos para o hotel. Tratamos de comer por ali mesmo.
Depois da janta um breve bate-papo com o pessoal do grupo à beira da piscina.
Dali, cumprir o ritual* e descansar porque amanhã o destino é Burano,VENEZA!

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