DÉCIMO TERCEIRO DIA - Parte I - INNSBRUCK
Depois de algum tempo, fizemos uma parada técnico-hidráulica necessária e sempre oportuna. Mais alguns souvenirs para a minha coleção foram comprados ali.
Continuamos rumo à Innsbruck, vendo, a partir dali, os pequenos povoados à margem do caminho e o horizonte montanhoso desenhado no céu nublado.
Descemos do ônibus num parque repleto de árvores com matizes de cor ocre, vermelha, dourada em meio ao verde de outras tantas. Que lindo!
Muitas fotos para registrar o local.
Innsbruck a capital do estado do Tirol, é uma simpática cidade da Áustria, que fica bem na divisa com a Alemanha, de onde viemos. Por estar localizada entre sete montanhas alpinas, Innsbruck é um destino bastante procurado para aqueles que querem esquiar e praticar outros esportes na neve. O nome Innsbruck vem da junção do termo em alemão “brucke”, que significa “ponte”, e “Inn”, nome do rio que divide a cidade em duas partes. Daí o nome: Innsbruck ou “Ponte sobre o rio Inn”.
Continuamos a caminhada até o Palácio imperial, que foi construído em 1463, pelo Arquiduque Sigmund, o Rico. Grande parte da decoração e do design pelo qual o palácio é reverenciado atualmente é obra da família real de Habsburgo, que usou o local como refugio real. Após um meticuloso processo de restauração, que durou cerca de 15 anos, os quartos, suas decorações e vários objetos, que podem ser admirados hoje em dia, são exatamente como no período em que familiares famosos como Maria Teresa e a imperatriz Elizabeth (Sissi) viviam no local.
O palácio segue a arquitetura externa de estilo barroca com cúpulas verde-água que são destaques no centro antigo da cidade.
Na calçada oposta ao Palácio está o Landstheater, maior teatro de Innsbruck.
Seguindo, ao lado esquerdo do Palácio está a Igreja Imperial da Corte.
Um fato curioso aconteceu comigo ali. Havia um guardião postado na grande porta da igreja. Carrancudo e irredutível, não me permitiu adentrar a igreja sob hipótese alguma. Fiquei frustrada, mas o César já me tinha dito que seria tarefa difícil conseguir visitar o interior do templo. Paciência! Talvez, em outra oportunidade eu logre realizar essa visita.
Passamos por baixo de um arco e me chamou a atenção os letreiros de ferro em estilo antigo que havia nas fachadas de algumas casas.
Seguindo pela rua vimos o Palais Claudiana, que possui uma fachada barroca e tem esse nome em homenagem a Imperatriz Claudia de Médici, que era casada com Leopoldo V; o Der Goldener Adler com sua fachada com pinturas coloridas e cujo símbolo é uma águia dourada. Era uma antiga estalagem da cidade e atualmente o prédio pertence a uma famosa rede de hotéis.
As ruas Friedricc-Strasse e Maria-Theresien-Strasse são as principais da cidade e o centro de tudo. Na verdade, é um enorme calçadão por onde só circulam pedestres. Inclusive, nesse dia havia uma corrida de pedestres e duas faixas de plástico restringiam o espaço.
E a principal atração turística da cidade está bem ali, o chamado Golden Roof, ou Telhadinho de Ouro, um conjunto de três sacadas do século XV. Foi construído pelo imperador Maximiliano I para abrigar os príncipes do estado do Tirol.
Chamam a atenção no edifício: os afrescos das paredes, retratando cavaleiros carregando o estandarte do Tirol e do Sacro império Germânico, além de cenas da vida de aristocratas da época; os relevos esculpidos no balcão da sacada, representando o imperador Maximiliano I e as duas esposas que ele teve, dentre outras figuras e o belo telhado dourado, que cobre a sacada e é composto por 2.738 telhas de bronze dourado que brilham ao longe, principalmente em dias de sol como esse em que estávamos conhecendo a preciosa cidade.
Assistimos a um espetáculo de música apresentado na sacada com uma orquestra que nos presenteou com belas partituras. Filmei tudo!
Consegui fotografar em detalhes uma das janelas, refletindo o Telhadinho de Ouro. Lindo!
O antigo Hotel de Ville, na Rua Herzog-Friedrich com seu relógio se destaca no entorno da artéria principal da cidade.
Nas laterais destas ruas estão dezenas de lojas, bares, restaurantes e simpáticos cafés. Foi num deles que me acomodei com parte do grupo para saborear uma fatia de torta doce deliciosa e para brindar, um copo de chope.
A grande maioria das lojas e cafés é coberta por grandes marquises. Foi por ali que encontramos os mais variados produtos, artesanatos típicos da região e objetos diversos, que iam desde simples bonequinhas em trajes típicos a luxuosas peças de cristais Swaroviski, que é o nome dado aos cristais mais conhecidos no mundo da moda por sua delicadeza, precisão e aparência luminescente.
Visitei a famosa loja de cristais, embevecida com as peças criadas por ourives exímios. O brilho era a palavra de ordem do local. Comprei um pendentif de Ágata, outros de cristal em forma de estrela. Nossa! Quanta informação para o meu par de olhos!
Saindo da loja, voltei para o lugar onde se cruzam as duas ruas principais onde seria nosso ponto de encontro.
Consegui fotografar o telhadinho de Ouro tendo como pano de fundo as montanhas com o topo coberto de neve. Que beleza!
Se destacando no horizonte vimos a Torre Stadtturm, que possui 56 metros de altura e um belo relógio no topo. Datada do século XV, ali ficava a sede da prefeitura de Innsbruck, que no final do século XIX passou para outro edifício.
Voltamos para o ônibus pelo mesmo caminho e passamos novamente pelo belo parque arborizado.
Da estrada vi a Catedral de Santiago e o funicular Hungerburg que leva os visitantes até as montanhas cobertas de neve.
As montanhas dos Alpes cobertas de neve davam um novo tom à paisagem. Belíssimas fotos!
Deixei Innsbruck com a impressão de que sai de um Conto de Fadas!
ADOREI todos os momentos!
Próximo destino: Pádua!
Deixei Innsbruck com a impressão de que sai de um Conto de Fadas!
ADOREI todos os momentos!
Próximo destino: Pádua!



















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